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SANT'ANA DOS OLHOS D'ÁGUA DA FEIRA

Pe. Arivaldo Aragão Vitória - Pároco

Esse era o nome da Capela em 1833, quando aconteceu a instalação do município com o título de vila e a eleição dos primeiros vereadores realizada no interior da mesma.

Hoje, esse título pode ser refletido de outra forma, não se referindo às nascentes que a nossa terra possuía mas, expressando uma Santana que tem os olhos cheios d’água, ou por que não dizer lágrimas, em ver a sua terra, a Feira, coberta por violência e tantas lágrimas derramadas.

Assim, mesmo diante dessa realidade, o povo ainda tem esperança e celebra a sua Padroeira, Senhora Santana, aquela que gerou a mãe de Jesus, nosso Deus e Salvador.

PODEMOS REFLETIR: quantos anos! Quantas festas já aconteceram!! Os tempos modernos e o avanço tecnológico não impedem as demonstrações de fé do povo de Deus. Assim, a Paróquia de Santana já se mobiliza desde o início do ano na organização da Festa em louvor à sua Padroeira. Centenas de pessoas envolvidas diretamente, outras milhares que chegam para participar das noites de oração e louvor, no período de 17 a 25 de julho, culminando com a Festa no dia 26, quando milhares de pessoas saem às ruas em procissão, demonstrando a fé e o respeito à avó de Jesus. Neste dia, a Feira silencia. Ainda que muitos não aceitem, o comercio fecha suas portas e as ruas do centro da cidade se enchem de pessoas que louvam, cantam, elevam a Deus a sua prece por essa terra que vem sendo cada vez mais devastada pela violência.

Conversando com o Pároco da Catedral Metropolitana de Santana, Padre Arivaldo Aragão, ele externou o que sente em relação à Festa de Senhora Sant'Ana:

“Santana Mestra e doce mãe, da Feira Augusta Padroeira! Mais uma vez nos reunimos para celebrar a festa da excelsa padroeira de Feira de Santana, a Santana dos Olhos D’água da Feira, que há mais de 286 anos é marcada, é consagrada pela fé, pela generosidade do coração de um casal Domingos e Ana Brandão, destas terras abençoadas e acolhedoras. Santana dos Olhos D’Água da Feira expressa toda a vida que ao longo de todos esses anos, nós nos colocamos diante de Deus para suplicar, pela intercessão da avó de Jesus, da mãe de nossa Senhora, o seu cuidado, a sua condução como Mãe e Mestra”.

Refletindo sobre a origem da Festa, Padre Ary destacou alguns pontos que fazem memória à Festa de Senhora Santana:

- Quando em 1732 o casal Domingos e Ana doou o lugar da capelinha
de Santana e São Domingos, começou um novo capítulo dessas terras. Ali se iniciou o caminho que já vinha de uma doação e de uma devoção daquele casal que chegou aqui ha algum tempo atrás e que os desígnios de Deus fizera com que um ano depois viesse a falecer, começando assim a história registrada da festa e da devoção a Santana.

-Quando em 1833 a Assembléia Legislativa da Bahia junto com seu Arcebispo fez a solicitação para que Feira fosse elevada à condição de Vila, a capelinha era a referência desse local, mesmo pertencendo à Paróquia de São José das Itapororocas.

- Em 1846, exatamente a 19 de março, dia de S. José, a Paróquia de S. José das Itapororocas foi transferida para Feira de Santana e a Capelinha passou a ser a Matriz de Santana e começa a história dessa Paróquia, com as solenes festas da sua Padroeira que já acontecia há mais de um século.

- Em 1859, a Matriz, ao toque dos seus sinos, recebe a visita do Imperador Dom Pedro II; percebe-se aí a legitimidade, a referência deste lugar perante o Império.

- Quando da inauguração das torres, em janeiro de 1913, a festa foi transferida do mês de julho para o mês de janeiro, permanecendo até 1987, quando o então bispo Dom Silvério Albuquerque a retorna para o mês de julho, com o objetivo de desvincular o religioso do profano.

- Em 1962 o Papa João XXIII eleva Feira de Santana a Diocese, tendo Dom Jackson Berenger Prado assumido o 1º Bispado e em 2002 o Papa João Paulo II eleva à condição de Arquidiocese e a Matriz se torna Catedral Metropolitana, tendo D. Itamar assumido o 1º Arcebispado.

- Por aqui passaram muitos padres, muitos párocos, durante todos esses anos, percebendo-se o quanto o povo ainda se volta para celebrar a festa da sua padroeira, que vem se transformando ao longo do tempo, se adequando à realidade dos tempos, sem perder de vista a devoção. Quantas vidas, quantas referências, quantas histórias, quanta santidade, aliadas à participação de tantos leigos!

- Este ano, dedicado ao laicato, a Festa adota o tema “Cristãos leigos e leigas, sal da terra e luz do mundo, na Igreja e na sociedade”, com a participação do povo de Deus, com a utilização dos inúmeros meios de comunicação responsáveis por levar a todos os recantos a Festa de Senhora Santana, cuja procissão pode ser considerada a maior procissão desse gênero em todo o Brasil.

- Que nesse tempo os feirenses sejam de fato testemunhos da fé e do seguimento a Jesus Cristo, sendo sinal de igualdade,de generosidade, de fraternidade e de amor.”.


Entrevista de Pe. Arivaldo Aragão Vitória, Pároco da Paróquia da Catedral de Sant'Ana ao Jornal Nossos Passos da Paróquia Senhor dos Passos, edição número 218, Ano XXVIII, de julho de 2018.



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